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Lojas derrubam preço do usado na troca pelo novo

 

Feira de carros usados do Anhembi, em São Paulo (Autoshow/Divulgação)

Feira de carros usados do Anhembi, em São Paulo (Autoshow/Divulgação)

Quem tem um carro usado e quer trocá-lo por um zero-quilômetro está enfrentando uma grande dificuldade em repassar o veículo adiante. É que as cotações desses modelos estão em queda no mercado. As revendas só compram esses veículos se for para troca por um novo e mesmo assim com uma depreciação entre 30% e 40% do valor do automóvel. Só para se ter uma idéia, num carro que está avaliado em torno de R$ 20 mil, isso representa uma perda entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. Antes da crise, os concessionários ofereciam de R$ 3 mil a R$ 4 mil a menos para o proprietário.

Essa queda na cotação se acentuou mais após o governo anunciar no dia 12 de dezembro a redução do IPI dos carros novos. Têm algumas revendas que não aceitam nem o usado como base de troca. Do jeito que está a situação, o melhor a fazer é manter o carro “velho” e esperar alguns meses até o mercado se regularizar. Com uma desvalorização dessa ninguém vai querer “queimar” seu automóvel de “graça”.

Essa situação deve perdurar até as revendas desovarem todo o seu estoque de usado e seminovo. Quando isso acontecer, elas terão de voltar a comprar esses veículos. Se eles não aceitarem o usado também não vão conseguir vender o zero-quilômetro…

Uma saída é vender o veículo para particular, que tende a pagar um pouco melhor. Ou então negociar o usado por um seminovo. Ambos estão desvalorizados e, em tese, ninguém sairia perdendo.

Qual outra alternativa você vê para essa situação de mercado?

Comente, conte o seu caso e dê a sua opinião…

8 comentários para “Lojas derrubam preço do usado na troca pelo novo”

  1. R Mello comentou:

    É este o grande entrave das negociações neste final de ano. Simplesmente seguindo a lógica da compra de carro, você dá o seu usado como entrada. Como isso está impossível, faz bom negócio ou quem está comprando o seu primeiro carro ou quem tem dinheiro à vista.
    Os lojistas contam com o fato da compra ser um ato de impulso. Eu, por exemplo, até tentei ver um carro novo, na esperança de aproveitar e fazer um bom negócio, sabe qual o resumo da ópera? Ofereceram 42 mil, em um carro que vale 64 mil. E isso com o vendedor deixando bem claro que eles não faziam a menor questão de aceitar o carro.
    Um conselho para quem tem carro. Segure a vontade e o impulso. Tirando a situação que seu carro esteja uma “bagaça”, se estiver bom, faça uma revisão, fique um pouco a mais com ele e deixe os lojistas se enforcarem.

  2. J.Borges comentou:

    Como dizia Albert Einstein !tud o é relativo!
    ´se o preço do novo cai o usadotambém obrigatóriamente tem que cair.

  3. C. Médici comentou:

    É evidente que se o preço do novo cai, o usado deverá cair também, mas o que se questiona é a queda entre ambos. Enquanto um Vectra Expression Zero é vendido por R$ 10.000 abaixo do preço (- 17% da tabela), um modelo 2008 só é aceito na troca por um novo por no mínimo R$ 15.000 abaixo da tabela FIPE, ou seja, - 32% de desvalorização, praticamente o dôbro de perda em relação ao novo e isto sim, é querer lucrar com a crise. Eles devem tomar cuidado pois o pretenso lucro pode virar um enorme prejuízo no futuro.

  4. Ivan Brasil comentou:

    A grande verdade é que cada empresário tem uma atividade que coaduna com o seu carater. Lembro-me que em sua 1ª candidatura, Nixon viu uma campanha às vésperas da eleição, que veiculava uma montagem de sua fotografia na frente de uma loja de carros, com a seguinte frase: VOCÊ COMPRARIA UM CARRO DESTE SENHOR? E perdeu as eleições.
    Ou seja, nos USA vendedor de carros não tem um bom conceito. Começam vendendo carros usados e passam a concessionários.
    E aquí no Brasil, o que podemos esperar?

  5. D-MISTER comentou:

    Não acredito que isso seja apenas uma fase e que vai passar daqui a alguns meses. As coisas mudaran e o Brasil vai ter que perder o costume de que carro é investimento, comprou por vinte, usou só vale “dezoito”, e não vinte e cinco como antigamente.

  6. Rcarlos comentou:

    Não tem jeito mesmo. O Governo fez sua parte abrindo meu de parte de sua receita, diminuindo o imposto, porém os empresários, que são os primeiros a reclamar e pedir favores fiscais ao Governo, além de não abrir mão de uma pequena parte de seus lucros ainda querem explorar a crise na qual eles mesmos estão imersos.Nós consumidores estamos gratos pela iniciativa do Governo, porém iremos esperar comodamente o arrefecimento da voracidade de lucros de nossos empresários.Parabéns pelos comentários anteriores, bem fundamentados.

  7. andre comentou:

    A questão é muito simples, o governo(e o povo brasileiro) devem deixar de fazer o papel de pato(s) da história.
    Na prática o povo abre mão de impostos que são usados para educação, saúde, esporte (os cortes já foram anunciados), e as montadoras em Troca, demitem os funcionários e fazem estorção com os compradores!

    Os preços das nossas carroças devem abaixar já!

  8. raul comentou:

    O nosso (des)governo não é pato da história, pois os impostos sobre veículos no Brasil são os maiores do mundo. Diminuíram a alíquota, mas isso aqueceu as vendas de carros, então no fim o governo arrecadou mais dinheiro do que antes. E a lógica de preço do carro usado é simples: com a queda de preço do novo, todo mundo prefere comprar um zero km em vez de um usado, por isso o preço do usado despencou (muita oferta para pouca procura). Eu, por exemplo, troquei meu carro recentemente e deixei de entregar o meu Siena usado na troca porque estavam me pagando apenas 25 mil. Fiquei 3 meses tentando vender o carro, e por fim consegui 22 mil. Isso vendendo direto para particular. A lógica é simples: quem tem 22 mil na mão, prefere comprar um Uno ou Palio básico zero km do que um Siena usado completão. Afinal, a malhor marca de carro do mundo é zero km…

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